Quartas-feiras de junho, dias 5, 12, 19 e 26, 20h, no Teatro de Arena de Porto Alegre.

Um escritório, ao fundo a entrada de uma mina de carvão. Guterrez e sua secretária recebem Isabel,  mulher de 60 anos, que veio à empresa respondendo a uma notificação. Ao revelar que busca seu filho Luiz, desaparecido há 12 anos na empresa, estranhos acontecimentos levam Isabel a confundir seu desejo com a realidade.

Com dramaturgia do argentino Daniel Veronese “Formas de falar das mães dos mineiros enquanto esperam que seus filhos saiam à superfície” faz clara referência à obra do escritor húngaro Franz Kafka na construção de um ambiente em que o poder da instituição se sobrepõe ao indivíduo indefeso.

No elenco, Nena Ainhoren vive Isabel, mulher que procura o reencontro com o filho, Dionísio Farias como Guterrez e Morgana Rosa como sua secretária são funcionários de uma suposta empresa/mina . A encenação investe na atmosfera labiríntica, nos diálogos curtos e na economia de artifícios para criar o inusitado proposto pelo dramaturgo.

II Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres

Integrando a programação da II Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres, o espetáculo Formas de falar das mães dos mineiros enquanto esperam que seus filhos saiam à superfície, terá duas apresentações gratuitas.

 

Dias 26 e 27 de outubro, às 20 horas

Entrada franca.

Teatro Glênio Peres – 2º piso da Câmara dos Vereadores (Avenida Loureiro da Silva, 255)

O estacionamento é gratuito.

Informações: (51) 3220-4318 (Seção de Memorial).

Confirme presença em nosso evento no facebook.

Voltamos. “Formas de falar das mães dos mineiros enquanto esperam que seus filhos saiam à superfície” em agosto no Goethe.

Em curtíssima temporada nos dias 25, 26, 27 e 28 de agosto, 2016,  retorna a cena no auditório do Instituto Goethe em Porto Alegre, 24 de outubro, 112, 20h.

Atuam Nena Ainhoren, Maria Cecilia Guimarães e João França, dramaturgia de Daniel Veronese e direção de Breno Ketzer.

Confira nos links abaixo algumas criticas que já saíram e sinta-se à vontade de comentar se você já assistiu.

 

http://www.agoracriticateatral.com.br/criticas/73/formas-de-falar-das-maes-dos-mineiros

http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2015/10/colunas/teatro/463821-a-anonima-violencia-dos-desaparecidos.html

 

11º Festival Palco Giratório Sesc

O espetáculo Formas de falar das mães dos mineiros enquanto esperam que seus filhos saiam à superfície realiza apresentações de 5 a 8 de maio, às 20h, no teatro Carlos Carvalho  da Casa de Cultura Mário Quintana dentro da programação do 11º Festival Palco Giratório do Sesc.  Programação completa,  confira o link abaixo: http://www.sesc.com.br/portal/site/palcogiratorio/2016/

Festival Porto Verão Alegre 2016

Espetáculo volta em cartaz no Festival Porto Verão Alegre 2016 nos dias 14, 15 e 16 de janeiro, de quinta a domingo no Teatro do Sesc.

Teatro do Sesc – Av. Alberto Bins, 665.

Ingressos antecipados:

R$ 25,00 inteira; R$20,00 para Clube ZH e Banricompras; e R$15,00 para idosos e estudantes, disponíveis nos postos de venda do Festival (www.portoveraoalegre.com.br).

Ingressos no teatro:

R$30,00 inteira; R$24,00 para Clube ZH e Banricompras; e R$15,00 para idosos e estudantes, a bilheteria do teatro abre duas horas antes do espetáculo.

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Formas de falar das mães dos mineiros enquanto esperam que seus filhos saiam à superfície

De 16 de outubro a 1 de novembro Teatro Carlos Carvalho/ Casa de Cultura Mário Quintana Rua dos Andradas,736, 2º andar / Sextas, sábados e domingos às 20h.

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Maria Cecília Guimarães, João França e Nena Ainhoren. Foto Fernanda Chemale

Ingressos:
Inteira R$ 30,00
Meia R$15,00 (descontos para estudantes, idosos e classe artística).

Ingressos Antecipados à partir de 5 de outubro:
Lancheria do Parque, Av. Osvaldo Aranha, 1086 – Bom Fim
Livraria Bamboletras, R. Gen. Lima e Silva, 776 – Cidade Baixa
Arteloja CCMQ, Rua dos Andradas,762 – Centro

Ao chegar a um estranho escritório atendendo a uma notificação, Isabel não pode deixar de notar a entrada de uma mina de carvão ao fundo da sala. Respondendo a perguntas de Guterrez e sua secretária, funcionários que a recebem, Isabel revela buscar informações que a levem a reencontrar Luis, seu filho desaparecido há 12 anos na suposta empresa. O que só Isabel parece não perceber é que a partir de informações colhidas de forma furtiva e dissimulada, Guterrez e sua secretária colocam em ação uma estratégia teatral semelhante a que Hamlet, personagem de William Shakespeare, utiliza para comprovar o assassinato de seu pai. Aqui o motivo é menos nobre. Se em Hamlet o teatro surge para encaminhar o acerto de contas, aqui o desacerto cria fantasmas para confundir e iludir. Neste escritório, as coisas não são o que parecem. O que talvez não fosse esperado é o envolvimento e a identificação de Isabel com seus algozes e destes com os personagens que surgem ao longo da trama. Formas de falar das mães dos mineiros enquanto esperam que seus filhos saiam à superfície, texto do dramaturgo argentino Daniel Veronese de 1993, pode ser diretamente associado com a busca das mães da Praça de Maio e com os desaparecidos nos regimes autoritários que assolaram a América Latina, em especial, a Argentina, o Chile e o Brasil; mas também com todos aqueles que desaparecem de forma não natural e fora de hora em nossa sociedade. Isabel pode ser uma mãe da Praça de Maio, pode ser uma mãe síria de um jovem afogado no litoral da Grécia, ou uma mãe mexicana cujo filho desapareceu na guerra do narcotráfico. 

Na trajetória de Isabel  assistimos ao choque entre a percepção de que a vida é algo mais extraordinário do que aquilo que nos é permitido viver confrontada com uma realidade hostil e antipoética que se manifesta através do poder, da política, da cultura, das instituições e suas formas de falar que insistem em nos afastar da intensidade da vida, buscando tornar suportável o que nos é insuportável.

Ficha Técnica
Dramaturgia: Daniel Veronese
Direção: Breno Ketzer​
Atuação: Nena Ainhoren​ como Isabel, Maria Cecília Guimarães​ como Secretária e João França​ como Homem
Cenografia: Rodrigo Lopes​
Figurinos e Adereços: Rô Cortinhas
Adereços extras: Adalberto Almeida
Iluminação: Zézinho
Fotografias: Fernanda Chemale​
Assessoria de Imprensa: Bruna Paulin – assessoria de flor em flor​
Arte Gráfica: Liege Grandi​
Produção: Bem Passado Produção Cultural

Agradecimentos

Casa de Cultura Mario Quintana, Déa Saul, Fernanda Chemale,  Luzia Ainhoren, Maíra Ainhoren, Marcelo Carabajal,  Marilú, Amaral, Meimes Ainhoren, Pedro Saul e Renato Saul.